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Dependência Química

A dependência química, também chamada de transtornos por uso de substâncias, é caracterizada por um padrão patológico de comportamentos em que os pacientes continuam a usar uma substância apesar de experimentarem problemas significativos relacionados ao uso. Também pode haver manifestações fisiológicas, incluindo alterações no circuito cerebral.

Geralmente são utilizadas substâncias ativam diretamente o sistema de recompensa do cérebro e produzem sensações de prazer. A ativação pode ser tão intensa que os pacientes cada vez mais anseiam pela substância e negligenciam as atividades normais para obtê-la e usá-la.

As pessoas com alguma dependência química geralmente passam da experimentação para o uso ocasional e então uso intenso e, às vezes, para a própria dependência química. Essa progressão é complexa e apenas parcialmente entendida. O processo depende da interação entre a fármaco, o usuário e o contexto.

O diagnóstico do transtorno por uso de substâncias baseia-se na identificação de um padrão patológico dos comportamentos em que os pacientes continuam a usar uma substância apesar de experimentarem problemas significativos relacionados ao uso.

Há 11 critérios divididos em quatro categorias.

Controle prejudicado quanto ao uso

A pessoa usa a substância em quantidades maiores ou por um período de tempo mais longo do que o inicialmente previsto

A pessoa deseja parar ou reduzir o uso da substância

A pessoa passa tempo substancial obtendo, usando ou se recuperando dos efeitos da substância

A pessoa tem desejo intenso (fissura) para usar a substância

Prejuízo social

A pessoa não consegue cumprir obrigações importantes relativas ao seu papel no trabalho, na escola ou em casa

A pessoa continua a usar a substância embora ela cause (ou piore) problemas sociais ou interpessoais

A pessoa renuncia ou reduz atividades sociais, ocupacionais ou recreacionais importantes por causa do uso de substâncias

Uso de risco

A pessoa continua a usar a substância apesar de saber que ela está piorando um problema médico ou psicológico

Sintomas farmacológicos (varia de acordo com as substâncias e circunstâncias)

Tolerância: a pessoa precisa aumentar progressivamente a dose da substância para produzir intoxicação ou o efeito desejado, ou o efeito de uma dada dose diminui ao longo do tempo.

Abstinência: efeitos físicos inconvenientes ocorrem quando o fármaco é interrompido ou quando seus efeitos são contrapostos por um antagonista específico

O tratamento da dependência química é um desafio com um ou mais dos seguintes: desintoxicação aguda, prevenção e tratamento da abstinência, cessação (ou raramente, redução) do uso, manutenção da abstinência. Diferentes fases de tratamento podem ser tratadas com fármacos e/ou aconselhamento e suporte.

Caso você apresente algum sintoma que possa caracterizar um transtorno por uso de substâncias, procure um Psiquiatra. O diagnóstico adequado e o tratamento o mais precoce possível são fundamentais para o melhor desfecho desses casos.