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Transtorno Bipolar

É muito comum, hoje em dia, encontrarmos informações diferentes sobre o que é ser “ bipolar”. Quando alguém apresenta variações mais intensas de humor, muitas vezes em questão de horas ou minutos, não é raro ouvirmos dizer que isso se deve a uma “bipolaridade”.

Enfim, o que é , de fato, ser “bipolar”?

E como diferenciar uma variação normal do humor de um quadro psiquiátrico?

 

Primeiramente, é importante saber que apresentar variações de humor, de estado de ânimo, ao longo do dia é algo natural para todos os seres humanos.

Não é esperado que sejamos totalmente felizes ou totalmente tristes, de modo constante, ao longo das horas e dos dias. Afinal, todos nós reagimos emocionalmente aos eventos que ocorrem no ambiente.

O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é uma doença psiquiátrica considerada grave, que provoca mudanças de intensidade e durações marcantes no humor do indivíduo. Caracteriza-se por fases de oscilação de ânimo, que vão desde uma super excitação, até a depressão.

Os sintomas do TAB podem ser agrupados em: episódios depressivos, episódios de euforia (mania), hipomania e episódios mistos.

      Na fase de Mania, o indivíduo apresenta muita energia para desenvolver suas atividades diárias, agitação, irritabilidade, comportamento impulsivo, necessidade de dormir poucas horas e sentir-se “bem”; pensamento e fala acelerados, otimismo exagerado, aumento da autoestima, impulsividade, elevado interesse sexual e consumismo excessivo.

Trata-se de um quadro muito intenso, de duração de ao menos 1 semana, e que pode trazer muitos prejuízos físicos, financeiros e sociais para o indivíduo e seus familiares.

      Na fase de Depressão, é comum o bipolar manifestar sentimentos de profunda tristeza, culpa, sensação de vazio, desânimo, pessimismo, cansaço, redução da libido, falta de apetite e até mesmo pensamentos suicidas.

É um quadro muito semelhante à depressão em indivíduos unipolares. Porém, nos bipolares, os episódios depressivos tendem a ter características um pouco diferentes, sendo, em geral, mais graves.

Na fase de Hipomania, o bipolar apresenta sintomas semelhantes aos da mania, porém com menor intensidade, mais leves, e menor impacto sobre o comportamento do indivíduo;

No Estado Misto, o indivíduo pode experimentar, ao mesmo tempo, sintomas depressivos e maníacos ou hipomaníacos. É comum sentir-se desesperançoso, deprimido, sem estímulos prazerosos e, ao mesmo tempo, inquieto, com muita energia, pensamento e fala acelerados. Em geral, é um quadro que causa muito sofrimento.

Idade

A idade de início do transtorno, em geral, situa-se entre o final da adolescência e o inicio da idade adulta. Contudo pode acometer pessoas de todas as idades, incluindo crianças e idosos.

 

Classificação do Transtorno Afetivo Bipolar

 Existem vários tipos de classificação do TAB, desde que quadros mais marcantes e graves, até quadros mais sutis, porém que também causam prejuízos para o indivíduo.

As principais classificações do TAB são as seguintes:

Tipo I

Caracterizado por episódios de Mania ou Estados Mistos. Para este diagnóstico, a pessoa deve ter apresentado, ao menos 1 vez ao longo de sua vida, sintomas marcantes de Mania ou Estado Misto, bem caracterizados. Pode, ou não, ter apresentado quadros depressivos.

Tipo II

Caracterizado por episódios de Hipomania. Ao contrário do tipo I, aqui o paciente não apresenta episódios de mania graves ou estado misto, não conferindo prejuízo maior ao seu comportamento ou realização de suas atividades.

Não especificado

Os sintomas que sugerem um diagnóstico de transtorno afetivo bipolar, mas não são suficientes para classificar a doença em tipo I ou II.

Ciclotimia

Considerado um tipo mais leve do Transtorno Afetivo Bipolar, é caracterizado por episódios de hipomania e depressão tênues, com alternância de humor mais sutis. Muitas vezes é confundido com um simples temperamento instável. Apesar de ser mais sutil, as variações de humor acabam por prejudicar relacionamentos e estabilidade profissional a longo prazo.

 

Diagnóstico do Trantorno Afetivo Bipolar

Como foi visto, existem vários tipos de TAB, desde tipos muito marcantes e facilmente caracterizados, até quadros muitos sutis.

Apesar de todos os avanços na psiquiatria e na medicina sobre o entendimento dos quadros psiquiátricos, até o momento, não existe exame de sangue, neurofuncional ou de neuroimagem que permita o diagnóstico de TAB.

Assim, o diagnóstico se dá pelo exame clínico e pela história minuciosa realizada por um médico especialista e com experiência nessa avaliação.

No caso, o especialista mais indicado para o diagnóstico é o psiquiatra.

Apesar de o diagnóstico ser realizado pela avaliação clínica, em muitos casos, é importante a solicitação de exames para descartar outras doenças que podem causar sintomas semelhantes ao TAB, como alterações cerebrais, tireoidianas e infecções.

 

Tratamento do Transtorno Afetivo Bipolar

Como em todos os quadros de saúde mental, o primeiro e fundamental passo para o tratamento é estabelecer um diagnóstico preciso.

Para o TAB, o tratamento se dá com tipos de medicações chamadas de Estabilizadores de Humor. Tais medicações possuem o objetivo, como o próprio nome diz, de deixar o indivíduo mais próximo da estabilidade, do equilíbrio.

É importante saber que essas medicações não causam dependência e, atualmente, existem várias opções diferentes de estabilizadores.

O tipo de estabilizador deve ser escolhido com base nos sintomas e no histórico de casa indivíduo, sempre com o objetivo de se alcançar a estabilização do humor com as menores doses e com os menores efeitos colaterais possíveis.

A psicoterapia também tem um papel muito importante no tratamento. Ela ajuda o paciente a conhecer seus padrões de humor e fatores associados à ciclagem, ou seja, a alterações bruscas no seu estado de ânimo. Assim, auxilia na manutenção da estabilização de humor por longos períodos.

 

Tratamento no Centro Ibirapuera de Neurociência Aplicada

O diagnóstico, em geral, se dá em uma ou duas consultas, de duração de cerca de 60 minutos cada.

Nessa avaliação, é realizado o exame clínico e psíquico do paciente, assim como a história pessoal detalhada, para avaliar os possíveis quadros de oscilação de humor atuais e prévios.

Em muitos casos, e, com o consentimento do paciente, são convocados familiares para complementar o histórico.

Em grande parte dos casos, a depender de cada histórico, são solicitados exames para avaliar a presença de possíveis alterações clínicas e para permitir a decisão pelo melhor tipo de tratamento possível.

As medicações e tratamentos são escolhidas de forma individualizada, baseando-se nas evidências científicas mais atuais e no quadro de cada paciente.

O objetivo é chegar à estabilização do humor, com a menor dose de medicação e com o menos número de efeitos colaterais possíveis.